segunda-feira, 20 de julho de 2009

Começaram as férias escolares e aumentam os problemas de ocupação dos longos dias de Verão, pelo menos para mim que tenho dois adolescentes desocupados durante 2,5 meses de Verão a tarefa não é fácil.... felizmente existem Instituições como a APPDA-Lisboa que os recebe durante o mês de Julho numa Colónia de Férias que é do grande agrado deles e do nosso (pais).
Os meus Alex e Xico lá estão este mês, devo dizer que é um dos locais para os quais eles se levantam e despacham para sair de casa sem "reclamar".
A Colónia tem um programa muito semelhante em termos de actividades ao longo dos dias, penso que eles agradecem porque gostam de rotinas. Todos os dias dão um passeio de manhã, de 2ª a 4ª os passeios são a um local que se repete no mesmo dia em todas as semanas, à 5ª ficam a jogar jogos tradicionais na APPDA e à 6ª, véspera de fim-de-semana fazem um passeio mais longo e sempre a locais diferentes. Nas tardes vão às oficinas de cerâmica e de música, onde desenvolven um trabalho de aprendizagens novas que dão os seus "frutos" ao longo de 1 mês de trabalho. Depois das oficinas, para relaxar têm um merecido banho de piscina que eles adoram, os meus especialmente pois são sempre os últimos a sair da água. Segue-se o lanche e a despedida para ir para casa.
Mesmo sendo esta uma actividade que os meus filhos repetem todos os anos, a 1ª semana é sempre o período mais complicado, este ano não foi diferente, mas depois de uns beliscões, umas mordidelas e uns "não quero", dá gosto vê-los ocupados, satisfeitos e a produzirem coisas fantásticas..... às vezes penso que este era o modelo ideal para uma escola para jovens com autismo, mas os recursos necessários são incomportáveis para reproduzir este modelo 11 meses por ano, quem sabe um dia... vou continuando a sonhar, porque como dizem O SONHO COMANDA A VIDA.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Férias na Ilha Terceira - Açores

Pois é! A minha Florzinha Cecília, portou-se muito bem nas férias. Esteve uma semana com o pai no Alentejo. Segundo sei, correu tudo muito bem.
Depois, foi a vez de fazer novos vôos, desta feita de avião, para a Ilha Terceira, nos Açores. Eu ia tão receosa! Não pelo facto de também ser a minha 1ª vez a viajar de avião, mas pela Cecília, pois não sabia como é que ela se iria dar com o barulho, com as vibrações, com a descolagem e a aterragem. Mas ela superou os meus receios, agindo sempre com muito entusiasmo e espectativa. Não teve nenhuma crise desde que saímos de casa até que pisamos na Ilha. Apenas e somente, nos dois momentos de aterragem (à ida e à volta), quando o avião vai um pouco mais a pique para baixo, ela se manifestou agarrando-me no braço e dizendo "mamã, mamã!" Nada mais acrescentou! Andou bem, nos autocarros de transbordo dos aeroportos para os aviões e vice-versa.
Chegados à Ilha, foi a vez de nos alojarmos no hotel. Nada de estranhezas, felizmente. Tratou logo de explorar a recepção do hotal, que por sinal tinha um enorme aquário, onde ela se deliciou a mirar o seu reflexo no vidro. Cativou logo de imediato, as duas recpcionistas com o seu cumprimento de "boas tardes!".
Seguiu-se, uma viagem pelo litoral da ilha, num automóvel alugado, o qual ela também não estranhou nada. Muito satisfeitas, lá fomos nós, proceder às nossas explorações.
Esta ilha é maravilhosa. Recomendo vivamente. Tem duas belas cidades, Angra do Heroísmo e Praia da Victória situadas no litural da ilha. Mas o que a mim mais me cativou, foi o interior da ilha. Aquelas paisagens verdejantes e parceladas, por vezes e muitas vezes recheadas de gado bovino. Em algumas zonas, predomina o gado manso, noutras o gado bravo. Aqui são chamadas as ganadarias, que criam os bois para os espectáculos de corridas à cordas e nas praças de touros.
Muito eu tinha aqui para vos contar, mas vou tentar resumir um pouco.
No 2º dia, fomos ao Algar do Carvão, que são umas grutas provocadas por uma explosão de um vulcão, há milhares de anos. São lindas, misteriosas e para a Cecília um pouco assustadoras, pois desde o princípio que pediu colo e dizia-me "não está de noite!", por estar escuro. Outras vezes dizia-me "não está a chover", por cairem as gotas próprias da humidade das grutas. Lá conseguimos ver a gruta, umas vezes ela ía às cavalitas, outras vezes ía pelo sem pé, mas neste último caso, sempre agarrada às minhas calças, para sua segurança. Esta gruta tem muitas escadas, porque é funda. Que mais posso dizer! Fiquei encantada!
Visitamos também a Gruta do Natal, em seguida. "Mais noite e mais chuva" para a Cecília. Mas penso que nesta, ela estava um pouco mais solta, trata-se de uma gruta mais plana, embora por vezes tenhamos que andar quase de cócoras, por algumas paredes rochosas serem muito baixas. Também esta foi do meu agrado, não tanto da Cecília, claro!
No 3º dia fomos ao Monte Brasil. Trata-se de um grande monte, situado na Cidade de Angra do Heroísmo. Nele existe uma muralha constrída pelos espanhois com a ajuda de alguns portugueses, na altura dos descobrimentos. Existe um porto fluvial mesmo ao lado, de onde partiam as grandes caravelas e naus, por esse mundo fora, em sua descoberta.
No Monte Brasil, a Cila correu, saltou, caíu (mas logo se levantou), por mais que eu lhe disse-se para o não fazer, também apanhou algumas flores e viu muitos animais domésticos que existem num parque lá dentro. Patos, galos, faisões, pavões, veados, etc. Muitos melros existem na ilha!
Nunca se queixou de estar cansada, por andar grandes distâncias a pé, pois não está habituada.
Os 2 dias seguintes, foram dedicados à praia. Só iamos até às 11 horas. A grande maioria das praia nesta ilha, não têm areia. Têm rochas vulcnicas pretas, que depois de trabalhadas um pouco com cimento, se tornaram transitaveis para os ricos pézinhos das pessoas. A disposição de algumas destas rochas, formam pequenas piscinas naturais, onde a água está sempre a ser renovada. Estas foram a perdição da Cecília. Muito ela chapinhou na água extremamente salgada do atlântico. Quer que respeitemos o seu espaço de segurança, não gostando muito que a incentivemos a ir um pouco mais além do que onde ela se sente segura. Adora salpicar os outros. Ri-se que nem uma perdida, mas quando se lhe faz o mesmo, foge a sete pé! Andava-me sempre a pedir para irmos à praia azul escura, visto que à tardinha iamos por norma para a piscina do hotel, que é azul clara. Logo ela gostou mais do mar do que da piscina.
Houve um dia dedicado à descoberta do interior da ilha. Passamos por vários miradouros de onde tirei algumas fotos panorâmicas daquela paisagem maravilhosa. Nas serras mais altas, como a de Sta. Bárbara, a da Ribeirinha e a do cume, a Cecília não saía do carro, porque devido à altitude o vento era tanto, que eu tinha receio que ela voasse. Não se riam!!! Mas por onde passavamos, ia quase sempre com o nariz colado no vidro do carro.
Certo dia, fomos tentar ver uma corrida à corda. É um evento, onde algumas pessoas mais destemidas andam a "brincar" com 1 boi bravo (1 boi de cada vez) amarrado a uma corda, que supostamente tem um limite de avanço sobre as pessoas. Tudo isto se passa numa ou duas ruas de algumas localidades. Há com cada maluco! E os espectadores, tem que se salvaguardar da maneira que entenderem, em cima de muros, em cima de telhados, nas árvores, em postes, etc.
O problema para a Cecília foi que, a cada entrada de um boi, era lançado 1 foguete. Meu Deus! O que ela chorou, gritou, me agarrou, se desesperou, tapou os ouvidos. Entrou em desespero nos minutos seguintes. Até que acalmava. Mas quando esse boi saia, para nosso desespero, era lançado mais 1 foguete. Outra vez a mesma aflição para a minha filha. Coitadinha! As pessoas que estavam ao lado e na maioria naturais da região, olhavam e não entendiam porque é que ela não gostava dos foguetes. A verdade é que em mais pequena, já tinha ouvido foguetes e não tinha reagido tão doridamente. Ela gostava da parte dos bois, dizendo "Eh boi, boi, boi!!!", o pior eram os foguetes! Claro que só vimos um boi, dos quatro que iam para a rua.
Ainda assistimos a um desfile de carros alegóricos, nas Festas Sanjoaninas, de Angra, onde o tema era o SOL. Mas que mãos tão prendadas que fizeram os fatos maravilhosos, das pessoas que desfilaram pela Rua da Sé! A Cecília passou parte do desfile a dizer "não é foguete, não é foguete!!!", sempre que ouvia algum barulho. Ficou completamente chocada. Nos dias seguintes, em algumas alturas do dia, qualquer barulho a fazia dizer "não é faguete", correndo logo de seguida para mim e agarrando-se. Eu limitava-me a acalmá-la, acarinhá-la e dizendo-lhe que já não havia mais foguetes.
Bem, muito mais havia para dizer e gostava de vos mostrar algumas fotos das 1000 e poucas que tirei, mas como tenho dificuldade em escolher e não quero esgotar o espaço do nosso blogue, ficamos por aqui, recomendando a todos a visita a esta Ilha linda, no mar azul e salgadissimo do oceano atlântico, plantada.
Beijinhos e desculpem-me pala extensão do meu discurso.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Chegamos!!!!!

Olá pessoal, estamos de volta, graças a DEUS!
Em primeiro e antes que me esqueça, quero pedir ao MIGUEL ou a algum pai ou mãe que já tenham o nosso HINO À DIFERENÇA, que o coloquem no nosso blogue, pois já tenho a autorização do John Watts para tal.
Como já vi que temos membros novos, vou tentar contar em poucas palavras como é que este HINO nasceu.
A rádio M80 teve há uns mesitos, um passatempo com a colaboração do John Watts, o ex-vocalista dos "Fischer Z", em que este SENHOR solicitava aos ouvistes da referida rádio, que lhes mandassem temas ou uma história de vida, para que ele escrevesse e compusesse uma canção neles baseada. A seguir ele escolheria o tema que mais lhe agrada-se.
Certo dia, eu mandei um e-mail, dizendo que tenho uma filha com 7 anos e que tem perturbações do ESPECTRO do Autismo e disse que como sabia que a música é um meio de comunicação universal, gostaria que existisse uma canção dedicada às pessoas que por algum motivo são "diferentes", para que quem a ouvisse e ainda não fosse sensível à diferença, este tema o ajudasse nessa sensibilização.
E não é que num belo dia, recebi um telefonema a dizer que o meu tema tinha sido o escolhido pelo John Watts?!
A música é linda e diz muito. Chama-se "Different Sun". Já alguns pais a ouviram e se identificaram com ela.
A canção ainda está assessível no site da M80, na rubrica do "John Watts". Que maravilhosa pessoa.
Mas eu gostava muito que esta canção, fizesse parte do nosso blogue, para estar sempre à mão nos nossos momentos mais fraquinhos, de modo a nos inspirar e recarregar as nossas energias para mais um dia de "batalha". Mas não consigo. já tentei que uma amiga me ajudasse, mas também ela não conseguiu. E agora que já temos autorização do John, só falta um crâneo conseguir "plantar" o nosso HINO no nosso blogue. Podem e devem divulgá-lo, pois ele é de todas as crianças, jovens, adultos "diferentes" e dos seus maravilhosos pais.
Amanhã conto como é que foram as férias e como é que a Cecília se portou no avião.
Beijinhos nossos para todos

domingo, 21 de junho de 2009

Novos amigos...

Tomei a liberdade de convidar mais uma família para partilhar deste nosso espaço de comunicação: Bem vinda Cláudia!

O Verão já cá está. Infelizmente a oferta de iniciativas de qualidade para públicos com necessidades educativas especiais durante as férias ainda é diminuta. Garanto-vos que tudo depende da capacidade organizativa dos Pais e de instituições sensiblizadas para esta realidade...juntos podem construir propostas. Pelo meu lado, vou continuar a propor, junto da minha equipa, a realização destas actividades em tempo de férias.
O Centro ABCReal Portugal, dinamizado pelo nosso amigo Carlos França, está a preparar para o mês de Julho uma espécie de fins de semana prolongados: "Férias e espaço para Pais". Para saberem mais liguem para a Tina: 964042747 (http://www.abcrealportugal.org/).
O ABA (Centro de Terapias Comportamentais) também promove o seu programa de férias: http://www.centroaba.com/
Na semana de 13 a 17 de Julho estarei nas "Casas do Visconde" em Canas de Senhorim (Viseu) num conjunto de oficinas criativas abertas às NEE (da parte da tarde), basta ligar para 919133343 (http://ascasasdovisconde.com/)
Vou estando sempre por aqui, para "meter o nariz aonde por vezes sou chamado"....

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Olá amigos, nesta última semana, optei por ir com os meus Alex e Xico passar um dos feriados ao Jardim Zoológico, bem nós e outros "milhares" de portugueses.... nunca tinha estado num espaço público com tantas pessoas.
Os nossos meninos gostaram especialmente do espectáculo dos leões marinhos e dos golfinhos.
Optei por ficar na 1ª fila mesmo no centro, o Xico levantou-se vezes sem conta com a excitação e com o barulho de fundo, o Alex para m/surpresa conseguiu ficar 1h sentado.
Embora gostassem dos saltos dos golfinhos pareceu-me que o que mais gostavam era de os ver no fundo da piscina a nadar e para os verem melhor, lá se colocavam de cabeça para baixo, de lado, todos torcidos, a procurarem a melhor visão... os olhos deles brilhavam, tão bom vê-los felizes.
Dos restantes animais pareceu-me que o Alex preferiu os elefantes e os gorilas e o Xico nem sei bem dizer, estava muita gente e ele só queria andar ou sentar-se longe da confusão. Mas o mais importante, conseguiu "aguentar-se"e aproveitar alguns momentos em que sorriu e disse "animais, animais".
Há mais ou menos dois anos não fazia este programa-aventura com eles, mas valeu a pena, felizmente tive a companhia da familia, primos, tios.... em grupo é tudo mais fácil.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Amigos e amiguitos!

Tinha tanto para vos contar e mostrar, mas vou de férias 3 semaninhas e como voçes sabem, ainda não tenho net em casa. Por isso, não estranhem a ausência dos meus comentários ou mensagens.
Recebam beijinhos e abraços da Cecília e meus.
Até ao meu regresso, se DEUS quizer.

Olá! Bom dia!

Olá! Bom dia a todos!
Para nós, esta oficina foi o mais próximo que tivemos de um “grupo”. E sentimos o calor… Não havíamos experienciado situação semelhante. A questão era: vamos partilhar o quê … com quem … mas o que percebemos é se não conseguirmos partilhar metodologias de trabalho, formas mais adequadas de actuação, modos de lidar com as nossas filhas e os nossos filhos… porque os problemas são diferentes, mas há um aspecto que é transversal, denominador comum, que podemos com toda a certeza partilhar: as dificuldades e angústias com que nos debatemos diariamente e as vitórias, claro.Já quase que nos estávamos a habituar a estes dois Sábados à tarde por mês!
Isabel, a Matilde também utiliza essas borrachinhas para os lápis, têm um formato ligeiramente diferente, são um pouco mais compridas! Foi a técnica que vai lá a casa ajudar a Matilde que nos deu. Começámos com os lápis mais grossos, depois os triangulares e por fim as borrachinhas. Mas o que ajuda mesmo é a Matilde querer trabalhar… o que nem sempre acontece. Já agora, para pintar os Lápis de Cor Ergosoft Staedtler, os da caixa de plástico azul são óptimos, pintam logo. E agora também já existem os grossos. Estão à venda nas grandes superfícies. É só estratégias! Beijinhos à querida Cecília.
Luisa, concordo com a Isabel… Chorar é libertador. De repente está negro, chove (como o dia de hoje) e depois passa e já estamos prontas outra vez. Tem que ser. Beijinhos aos príncipes Alex e Xico.E ao Manuel, à Luisa e ao Gui, a todos os pais e mães, e aos três fantásticos Margarida, Miguel e Mário.
Ana Tenente