sexta-feira, 2 de março de 2012
terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
Curso de prática pedagógica - Museu aberto: mediar públicos com necessidades educativas especiais
Desde 2006, com o programa “oficinas Museu Aberto”, que o Sector Educativo do Centro de Arte Moderna tem vindo a desenvolver um trabalho importante e continuado com populações portadoras de deficiência e/ou doença mental, numa lógica de trabalho que pretende alargar acessibilidades, promover o museu enquanto espaço inclusivo e reforçar a ideia de uma educação artística como parte integrante da formação completa de qualquer indivíduo - um princípio que se prende com o direito de cidadania. Ao longo destes quatro anos o Sector Educativo do Centro de Arte Moderna tem assim desenvolvido trabalho com públicos muito diferenciados nas necessidades, desafios e exigências, e planificado e realizado um conjunto de oficinas criativas especializadas e diversificadas. Estas oficinas, que partem da colecção e exposições para descobertas e conquistas pessoais destes visitantes, complementando a experiência museológica com um trabalho oficinal, têm demonstrado que a capacidade questionadora da produção artística actual gera neste público respostas interiores e uma comunicação com evidentes reflexos terapêuticos e capacitadores de uma cidadania mais plena. Este curso de cariz teórico-prático pretende apresentar, discutir e explorar algumas das estratégias e metodologias seguidas pela equipa de necessidades educativas especiais do CAM, estimulando os formandos a:- partilhar saberes;
- a adquirir ou diversificar ferramentas para uma melhor caracterização e um melhor conhecimento destes visitantes;
- a abordar diferentes metodologias de intervenção;
- a experimentar alguns exercícios de oficina;
- e a esboçar propostas de trabalho com estas populações.
Uma formação dirigida a professores, terapeutas, mediadores culturais e a todos os educadores que trabalhem ou pretendam vir a trabalhar com estes públicos.
Concepção e orientação
Miguel Horta e Margarida Vieira
Programa DESCOBRIR
sábado, 25 de fevereiro de 2012
Wordle, uma ferramenta para experimentar com as nossas crianças
Hoje quero falar-vos de uma ferramenta que temos usado com os nossos alunos especiais no Agrupamento de Escolas Prof. Egas Moniz (Massamá-Sintra): o Wordle. Deem um saltinho até à página e experimentem… Muito engraçado para se fazer em casa. Primeiro teve lugar uma pequena dinâmica de grupo, fazendo circular papeis com o nome de cada um e, à vez, cada participante foi deixando uma palavra para caraterizar o colega. Claro que o próprio também opinou sobre a sua distinta pessoa. Depois, usando os PCs da escola experimentámos as diversas possibilidades que o programa oferece. aqui ficam alguns resultados. Irei divulgando alguns programas que, à semelhança deste, surtem efeito com crianças e jovens com necessidades educativas especiais.
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
famílias especiais descobrem o CAM
Neste primeiro ciclo de sessões dedicadas às famílias especiais no Centro de Arte Moderna (Fundação Calouste Gulbenkian), o tema eleito foi a paisagem a partir de uma exposição comissariada por Ana Vasconcelos. A oficina “fora de nós, o Mundo” pretende ligar o trabalho dos artistas expostos com a paisagem nas nossas vidas. Foi um gosto ver os jovens e as suas famílias desenhando na sala de exposições temporárias de um museu aberto... Em Março teremos a oficina “Meu Rosto Teu”, um ateliê dedicado ao retrato e ao auto conhecimento. É só procurar aqui no DESCOBRIR.
sexta-feira, 30 de dezembro de 2011
Pessoas especiais
A equipa do Cam/necessidades educativas especiais esteve a dar formação a um belo grupo de jovens estudantes do 1ºano da ESE Setúbal. Gente curiosa, opinativa...boas cabeças. Pedimos aos participantes umas quantas linhas sobre a problemática da deficiência. A Sara Chaves respondeu ao desafio com este texto transparente que, a seguir transcrevemos. Obrigado Sara.
De que forma, através da profissão que queremos seguir, poderemos ajudar as pessoas com dificuldades educativas especiais?
De facto, estou cansada. Estou cansada de todas as campanhas de sensibilização para com as pessoas com dificuldades educativas especiais. Cansada das que dão na televisão, na rádio, das que escrevem nos jornais. Até das reportagens, trabalho que sonho um dia fazer, que dão sobre isso eu estou farta. Porquê? É simples... mas eu tenho que me explicar melhor. Eu não digo que estou cansada de quem as faz.. que acredito que as façam com toda a dedicação do Mundo. Quero acreditar que pelo menos a maior parte das pessoas que as fazem seja mesmo com o objetivo de apelar à ajuda para com os que precisam verdadeiramente dela e não porque ganharão algo em troca. Ao que me refiro quando estou farta destas campanhas, é mesmo das pessoas que as vêm. Estou cansada da Maria que pede ao Manel para aumentar o volume da televisão, quando estão a anunciar mais uma instituição para crianças com deficiência que irá fechar por falta de verbas, que exclama um : "Ai coitadinhos", mas que logo após o anúncio terminar continua a coser as peúgas do filho e nada faz para mudar isso; estou cansada da Francisca que enche o seu facebook cheio de "likes" de páginas como: Vamos ajudar o Carlos a ter uma cadeira de rodas" mas que não contribui com o mais pequeno donativo que seja; estou cansada que as pessoas leiam os apelos de ajuda nos jornais e que apenas os utilizem para tapar os móveis, quando vão pintar a sala. Quando me foi proposto escrever umas poucas linhas sobre de que forma a profissão que quero desempenhar poderia ajudar as pessoas com dificuldades educativas especiais, pensei: "Estou feita, isto vai dar-me pano para mangas." Simplesmente e infelizmente porque eu não consigo pensar assim. Eu gosto muito de pessoas, como já tinha referido. E acho que as pessoas é que "fazem" a roupa que vestem, as pessoas é que "fazem" aquilo que são, as pessoas é que "fazem" a maneira como praticam a sua profissão. O que quero dizer com isto, é que seria bastante mais fácil se eu escrevesse: "Olá, sou a Sara e quero fazer reportagens. Através da profissão que quero desempenhar, considero que a maneira que poderia utilizar para ajudar as pessoas com dificuldades educativas especiais seria mostrar ao mundo, através de vídeos, essa realidade, como reagem e o quanto precisam de ajuda, de modo a sensibilizar todos os que perderiam 20 minutos das suas vidas a vê-las." Agora pergunto, para quê? Talvez estas reportagens me dessem a nomeação para dez prémios, talvez até os ganhasse a todos. E depois? As pessoas que precisam iam ser ajudadas? O Henrique iria perder duas horas por semana de ginásio para ajudar estas pessoas? E a Mafalda iria deixar de ir ao cabeleireiro menos uma vez por semana para ajudar essas pessoas?
Eu não sei se me estou a fazer entender, e sei que este não é o objetivo que queriam. Tenho a certeza que existem muitas pessoas que, através da profissão que exercem, conseguem chegar perto de quem precisa de ajuda. Talvez seja eu que considere que através da minha não vá fazer grande coisa. Talvez ache que valha muito mais a pena pegar naquilo que sou, nos meus ideais, "arregaçar as mangas" e ir trabalhar com essas pessoas. Independentemente de ser cabeleireira ou dentista. Acredito que por detrás da profissão de pintor e de educadora de infância, das pessoas que estão conosco nestas duas aulas, estão duas pessoas apaixonantes que têm um grande amor por aquilo que fazem. E é assim que eu quero ser..
De que forma, através da profissão que queremos seguir, poderemos ajudar as pessoas com dificuldades educativas especiais?
De facto, estou cansada. Estou cansada de todas as campanhas de sensibilização para com as pessoas com dificuldades educativas especiais. Cansada das que dão na televisão, na rádio, das que escrevem nos jornais. Até das reportagens, trabalho que sonho um dia fazer, que dão sobre isso eu estou farta. Porquê? É simples... mas eu tenho que me explicar melhor. Eu não digo que estou cansada de quem as faz.. que acredito que as façam com toda a dedicação do Mundo. Quero acreditar que pelo menos a maior parte das pessoas que as fazem seja mesmo com o objetivo de apelar à ajuda para com os que precisam verdadeiramente dela e não porque ganharão algo em troca. Ao que me refiro quando estou farta destas campanhas, é mesmo das pessoas que as vêm. Estou cansada da Maria que pede ao Manel para aumentar o volume da televisão, quando estão a anunciar mais uma instituição para crianças com deficiência que irá fechar por falta de verbas, que exclama um : "Ai coitadinhos", mas que logo após o anúncio terminar continua a coser as peúgas do filho e nada faz para mudar isso; estou cansada da Francisca que enche o seu facebook cheio de "likes" de páginas como: Vamos ajudar o Carlos a ter uma cadeira de rodas" mas que não contribui com o mais pequeno donativo que seja; estou cansada que as pessoas leiam os apelos de ajuda nos jornais e que apenas os utilizem para tapar os móveis, quando vão pintar a sala. Quando me foi proposto escrever umas poucas linhas sobre de que forma a profissão que quero desempenhar poderia ajudar as pessoas com dificuldades educativas especiais, pensei: "Estou feita, isto vai dar-me pano para mangas." Simplesmente e infelizmente porque eu não consigo pensar assim. Eu gosto muito de pessoas, como já tinha referido. E acho que as pessoas é que "fazem" a roupa que vestem, as pessoas é que "fazem" aquilo que são, as pessoas é que "fazem" a maneira como praticam a sua profissão. O que quero dizer com isto, é que seria bastante mais fácil se eu escrevesse: "Olá, sou a Sara e quero fazer reportagens. Através da profissão que quero desempenhar, considero que a maneira que poderia utilizar para ajudar as pessoas com dificuldades educativas especiais seria mostrar ao mundo, através de vídeos, essa realidade, como reagem e o quanto precisam de ajuda, de modo a sensibilizar todos os que perderiam 20 minutos das suas vidas a vê-las." Agora pergunto, para quê? Talvez estas reportagens me dessem a nomeação para dez prémios, talvez até os ganhasse a todos. E depois? As pessoas que precisam iam ser ajudadas? O Henrique iria perder duas horas por semana de ginásio para ajudar estas pessoas? E a Mafalda iria deixar de ir ao cabeleireiro menos uma vez por semana para ajudar essas pessoas?
Eu não sei se me estou a fazer entender, e sei que este não é o objetivo que queriam. Tenho a certeza que existem muitas pessoas que, através da profissão que exercem, conseguem chegar perto de quem precisa de ajuda. Talvez seja eu que considere que através da minha não vá fazer grande coisa. Talvez ache que valha muito mais a pena pegar naquilo que sou, nos meus ideais, "arregaçar as mangas" e ir trabalhar com essas pessoas. Independentemente de ser cabeleireira ou dentista. Acredito que por detrás da profissão de pintor e de educadora de infância, das pessoas que estão conosco nestas duas aulas, estão duas pessoas apaixonantes que têm um grande amor por aquilo que fazem. E é assim que eu quero ser..
quarta-feira, 21 de setembro de 2011
Famílias: Nova oficina no Centro de Arte Moderna
Estão abertas as inscrições para as "Oficinas Museu Aberto" do Centro de Arte Moderna dedicadas a Famílias especiais. "Fora de nós, o Mundo" - Ateliê sob o tema da paisagem e do nosso espaço envolvente - 19 e 26 de Novembro (Sábado - 11h). "Meu rosto Teu" - Oficina sobre retrato e identidade - 10 e 17 de Março (Sábado - 11h). Inscrições limitadas. Contactar Margarida Vieira: mmendes@gulbenkian.pt
terça-feira, 20 de setembro de 2011
Um caracol diferente
Há muito tempo que não desenhava um logótipo. Primeiro surge um impulso intuitivo para o qual não há grande explicação. Depois, um trabalho de síntese, de desenho concentrado. O Emílio e a Ana desafiaram-me a criar uma imagem para a Associação de Saúde Mental Infanto-juvenil. Pensei no autismo e na enorme dificuldade que tenho em chegar junto dos jovens e crianças com que trabalhamos no Centro de Arte Moderna. Quando me aproximo, eles recolhem-se na sua casca de caracol ou de nautilus como diz o Emílio. É um mundo secreto, interior este onde pretendemos chegar e sobre o qual ainda não temos dados suficientes para o entender satisfatoriamente. Por outro lado surgiu-me a ideia da protecção, daí o aparecimento da mão que envolve mas age. Essa mão pertence aquele ser enrolado sobre si; poderemos encontrar uma alusão ao trabalho que o próprio individuo faz interiormente, desenrolando-se à medida que comunica com o mundo. Há também aquele umbigo no centro do caracol, barriga e abrigo…
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