sábado, 14 de abril de 2012

Cata Livros: Um sitio de promoção do livro e da leitura muito útil na nossa área de trabalho

Esta semana tivemos a possibilidade de experimentar as potencialidades do sítio CATA LIVROS (Fundação Calouste Gulbenkian) junto dos nossos alunos da unidade de ensino especial da EB 2.3 de Massamá. Aderiram bastante bem às diversas funcionalidades especialmente o “Folhear” e “Em voz alta”. Também o “Irrequieto” chamou a atenção por ser uma forma de motivar para a leitura do livro, através de uma curta animação. Os dois livros abordados nesta sessão de apresentação invulgar foram o “Cuquedo” (Clara Cunha e Paulo Galindro) e “Se os bichos se vestissem como gente” da nossa querida Luísa Ducla Soares (com ilustrações da Teresa Lima), este último arrancou muitas gargalhadas. Depois, com base no livro da Luísa Ducla Soares partimos para os jogos, tendo sido eleito o “Comboio de palavras” como o jogo a explorar. Concluímos que estes alunos conseguem jogar bem o conjunto de propostas apresentadas, variando só no nível, consoante as dificuldades de cada um.
Os nossos amigos especiais de Massamá ficaram de responder a um “desafio” proposto pelo sítio. E o leitor…conhece o CATA LIVROS?
O CATA LIVROS também possui um BLOGUE

domingo, 11 de março de 2012

A Arte vai a casa...

Arte ao domicílio, a pensar nas pessoas com necessidades educativas especiais. É esta a ideia de Teresa Barreto, ao criar uma oficina de cerâmica e azulejo que vai a casa propor a criatividade em sessões personalizadas. Monta-se um pequeno ateliê temporário numa divisão da casa e começa o trabalho em torno da matéria vidrada. Quando volta a tocar à campainha traz consigo as peças saídas do forno.
Da conceptualização, através do desenho e da pintura até ao resultado final – um percurso pedagógico e terapêutico a pensar na integração pela Arte. Para falar com a Teresa: teresabarreto_3@hotmail.com

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Curso de prática pedagógica - Museu aberto: mediar públicos com necessidades educativas especiais

Desde 2006, com o programa “oficinas Museu Aberto”, que o Sector Educativo do Centro de Arte Moderna tem vindo a desenvolver um trabalho importante e continuado com populações portadoras de deficiência e/ou doença mental, numa lógica de trabalho que pretende alargar acessibilidades, promover o museu enquanto espaço inclusivo e reforçar a ideia de uma educação artística como parte integrante da formação completa de qualquer indivíduo - um princípio que se prende com o direito de cidadania. Ao longo destes quatro anos o Sector Educativo do Centro de Arte Moderna tem assim desenvolvido trabalho com públicos muito diferenciados nas necessidades, desafios e exigências, e planificado e realizado um conjunto de oficinas criativas especializadas e diversificadas. Estas oficinas, que partem da colecção e exposições para descobertas e conquistas pessoais destes visitantes, complementando a experiência museológica com um trabalho oficinal, têm demonstrado que a capacidade questionadora da produção artística actual gera neste público respostas interiores e uma comunicação com evidentes reflexos terapêuticos e capacitadores de uma cidadania mais plena. Este curso de cariz teórico-prático pretende apresentar, discutir e explorar algumas das estratégias e metodologias seguidas pela equipa de necessidades educativas especiais do CAM, estimulando os formandos a:
- partilhar saberes;
- a adquirir ou diversificar ferramentas para uma melhor caracterização e um melhor conhecimento destes visitantes;
- a abordar diferentes metodologias de intervenção;
- a experimentar alguns exercícios de oficina;
- e a esboçar propostas de trabalho com estas populações.
Uma formação dirigida a professores, terapeutas, mediadores culturais e a todos os educadores que trabalhem ou pretendam vir a trabalhar com estes públicos.
Concepção e orientação
Miguel Horta e Margarida Vieira
Programa DESCOBRIR

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Wordle, uma ferramenta para experimentar com as nossas crianças

Hoje quero falar-vos de uma ferramenta que temos usado com os nossos alunos especiais no Agrupamento de Escolas Prof. Egas Moniz (Massamá-Sintra): o Wordle. Deem um saltinho até à página e experimentem… Muito engraçado para se fazer em casa. Primeiro teve lugar uma pequena dinâmica de grupo, fazendo circular papeis com o nome de cada um e, à vez, cada participante foi deixando uma palavra para caraterizar o colega. Claro que o próprio também opinou sobre a sua distinta pessoa. Depois, usando os PCs da escola experimentámos as diversas possibilidades que o programa oferece. aqui ficam alguns resultados. Irei divulgando alguns programas que, à semelhança deste, surtem efeito com crianças e jovens com necessidades educativas especiais.



terça-feira, 31 de janeiro de 2012

famílias especiais descobrem o CAM

Neste primeiro ciclo de sessões dedicadas às famílias especiais no Centro de Arte Moderna (Fundação Calouste Gulbenkian), o tema eleito foi a paisagem a partir de uma exposição comissariada por Ana Vasconcelos. A oficina “fora de nós, o Mundo” pretende ligar o trabalho dos artistas expostos com a paisagem nas nossas vidas. Foi um gosto ver os jovens e as suas famílias desenhando na sala de exposições temporárias de um museu aberto... Em Março teremos a oficina “Meu Rosto Teu”, um ateliê dedicado ao retrato e ao auto conhecimento. É só procurar aqui no DESCOBRIR.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Pessoas especiais

A equipa do Cam/necessidades educativas especiais esteve a dar formação a um belo grupo de jovens estudantes do 1ºano da ESE Setúbal. Gente curiosa, opinativa...boas cabeças. Pedimos aos participantes umas quantas linhas sobre a problemática da deficiência. A Sara Chaves respondeu ao desafio com este texto transparente que, a seguir transcrevemos. Obrigado Sara.

De que forma, através da profissão que queremos seguir, poderemos ajudar as pessoas com dificuldades educativas especiais?

De facto, estou cansada. Estou cansada de todas as campanhas de sensibilização para com as pessoas com dificuldades educativas especiais. Cansada das que dão na televisão, na rádio, das que escrevem nos jornais. Até das reportagens, trabalho que sonho um dia fazer, que dão sobre isso eu estou farta. Porquê? É simples... mas eu tenho que me explicar melhor. Eu não digo que estou cansada de quem as faz.. que acredito que as façam com toda a dedicação do Mundo. Quero acreditar que pelo menos a maior parte das pessoas que as fazem seja mesmo com o objetivo de apelar à ajuda para com os que precisam verdadeiramente dela e não porque ganharão algo em troca. Ao que me refiro quando estou farta destas campanhas, é mesmo das pessoas que as vêm. Estou cansada da Maria que pede ao Manel para aumentar o volume da televisão, quando estão a anunciar mais uma instituição para crianças com deficiência que irá fechar por falta de verbas, que exclama um : "Ai coitadinhos", mas que logo após o anúncio terminar continua a coser as peúgas do filho e nada faz para mudar isso; estou cansada da Francisca que enche o seu facebook cheio de "likes" de páginas como: Vamos ajudar o Carlos a ter uma cadeira de rodas" mas que não contribui com o mais pequeno donativo que seja; estou cansada que as pessoas leiam os apelos de ajuda nos jornais e que apenas os utilizem para tapar os móveis, quando vão pintar a sala. Quando me foi proposto escrever umas poucas linhas sobre de que forma a profissão que quero desempenhar poderia ajudar as pessoas com dificuldades educativas especiais, pensei: "Estou feita, isto vai dar-me pano para mangas." Simplesmente e infelizmente porque eu não consigo pensar assim. Eu gosto muito de pessoas, como já tinha referido. E acho que as pessoas é que "fazem" a roupa que vestem, as pessoas é que "fazem" aquilo que são, as pessoas é que "fazem" a maneira como praticam a sua profissão. O que quero dizer com isto, é que seria bastante mais fácil se eu escrevesse: "Olá, sou a Sara e quero fazer reportagens. Através da profissão que quero desempenhar, considero que a maneira que poderia utilizar para ajudar as pessoas com dificuldades educativas especiais seria mostrar ao mundo, através de vídeos, essa realidade, como reagem e o quanto precisam de ajuda, de modo a sensibilizar todos os que perderiam 20 minutos das suas vidas a vê-las." Agora pergunto, para quê? Talvez estas reportagens me dessem a nomeação para dez prémios, talvez até os ganhasse a todos. E depois? As pessoas que precisam iam ser ajudadas? O Henrique iria perder duas horas por semana de ginásio para ajudar estas pessoas? E a Mafalda iria deixar de ir ao cabeleireiro menos uma vez por semana para ajudar essas pessoas?
Eu não sei se me estou a fazer entender, e sei que este não é o objetivo que queriam. Tenho a certeza que existem muitas pessoas que, através da profissão que exercem, conseguem chegar perto de quem precisa de ajuda. Talvez seja eu que considere que através da minha não vá fazer grande coisa. Talvez ache que valha muito mais a pena pegar naquilo que sou, nos meus ideais, "arregaçar as mangas" e ir trabalhar com essas pessoas. Independentemente de ser cabeleireira ou dentista. Acredito que por detrás da profissão de pintor e de educadora de infância, das pessoas que estão conosco nestas duas aulas, estão duas pessoas apaixonantes que têm um grande amor por aquilo que fazem. E é assim que eu quero ser..