domingo, 23 de setembro de 2012

Programa Descobrir (Fundação Calouste Gulbenkian) - Instrumentarium Baschet

Eu sou som é uma das oficinas que apresentamos este ano para o público com necessidades educativas especiais (programa Descobrir) utilizando dois recursos pedagógicos da Fundação Calouste Gulbenkian: O Lab Móvel e o Instrumentárium Baschet. É sobre este último que vos iremos falar um pouco através de um texto de Lídia Robertson que desde sempre tem utilizado este conjunto de esculturas sonoras.
Desde os anos 50 do século passado, Bernard et François Baschet, um escultor e outro engenheiro, começaram a estudar as possibilidades do som. Fruto do seu trabalho são as esculturas sonoras, e um projecto que se desenvolveu no último meio século atravessando as fronteiras francesas e criando uma nova família de instrumentos, o denominado ‘cristal Baschet’ e a incorporação da música como um elemento de integração social. As estruturas sonoras que apresentamos agora, o Instrumentarium pedagógico Baschet, foram inventadas em 1975 em Paris, construídos a partir de materiais menos usuais nos instrumentos musicais comuns, como o aço, a fibra de vidro e o vidro, e no entanto inteiramente acústicos. O Instrumentarium Baschet é um conjunto de 14 estruturas sonoras de percussão, corda e cristal, obtido a partir da aplicação de um novo princípio acústico descoberto pelos irmãos Bernard et François Baschet nos anos 70 do século XX. Os irmãos Baschet, escultores de sons, foram pioneiros com as suas esculturas sonoras em dar ao público livro acesso às suas obras expostas em museus (com a rubrica ‘É proibido não tocar’). As instituições, impressionadas pela participação das crianças durante as suas exposições no Norte da Europa, pediram aos irmãos Baschet para estudarem a criação de modelos para o despertar musical. 
“É a experiência que nos conduziu a esta criação,”disse Bernard Baschet, “e particularmente o facto de termos trabalhado nos anos 70 em Nova York, num programa ‘Aprender a ler através das artes’, patrocinado pela Fundação Museu Guggenheim. Este programa piloto foi destinado à reinserção de jovens da comunidade afro-americana e de outras minorias. Os modelos não se fixaram a não ser depois de quase dez anos de prática, e, para lá chegar, nós mesmos trabalhámos com milhares de crianças de diferentes países.”
De volta a Paris, e encorajados por esta experiência, conceberam em 1975 um programa pedagógico original com um material acessível às crianças, baseado essencialmente sobre os sons complexos, quer dizer, sem nota definida. O Instrumentarium de 14 estruturas oferece uma paleta de sons que, sem conhecimento prévio do solfejo, se podem conjugar, como na pintura abstracta se compõe com as cores.

EU virgula TU

Ora aqui está uma boa ideia que partilho convosco. Já imaginaram um ateliê de desenho e azulejo a entrar pela vossa casa e a instalar-se na mesa da cozinha? Pois a Teresa Barreto criou o EU virgula TU para  pessoas com mobilidade reduzida e necessidades educativas especiais: a Arte vai a casa!
Perguntem-lhe como funciona: teresabarreto_3@hotmail.com

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Novo programa DESCOBRIR/Gulbenkian: Necessidades educativas especiais - escolas e Instituições

O programa DESCOBRIR apresenta a nova programação, recheada de novidades, dedicada a públicos com necessidades educativas especiais que nos chegam vindos de escolas e instituições. Foi nossa preocupação criar uma proposta transversal a todos os núcleos pedagógicos e artísticos existentes na Fundação Calouste Gulbenkian, organizados em quatro linhas de orientação – O CORPO, O ROSTO, O TACTO e a PAISAGEM que nos envolve - para maior assertividade na resposta a quem nos procura. Estes quatro grandes núcleos contêm diferentes propostas pedagógicas, desenvolvendo-se no Museu Calouste Gulbenkian, Centro de Arte Moderna e Serviço de Música em visitas e oficinas de educação artística, cruzando diferentes linguagens e materiais numa prática estimulante e especializada. Espaços de criatividade e fruição em diálogo constante com a produção dos artistas presentes na Fundação.
Programação específica nas páginas 75 a 77 em:
http://www.gulbenkian.pt/media/files/FTP_files/Descobrir/Descobrir-Novo12_13/index.html#/76/

domingo, 13 de maio de 2012

O que há de novo na Síndrome de Asperger?

A APSA – Associação Portuguesa de Síndrome de Asperger, em colaboração com a Federacion Asperger España,  realizará nos dias 24, 25 e 26 de Maio de 2012, no Auditório da Boa Nova, Centro Paroquial do Estoril, o  III Congresso Internacional da Síndrome de Asperger. Este Congresso tem como principal objetivo ser um espaço de atualização e debate sobre o que se tem feito e que estudos clínicos recentes existem, abrindo espaço para refletir sobre o futuro. Contará com a presença do Professor Tony Attwood, especialista internacional em Síndrome de Asperger, Dr. Nuno Lobo Antunes e Professor Carlos Filipe entre outros. Este Congresso é dirigido a todos os que direta ou indiretamente se relacionam com pessoas com Síndrome de Asperger e que pretendam adquirir ferramentas e estratégias de modo a contribuir para uma integração plena na sociedade, proporcionando-lhes uma vida mais digna.Para saber mais e inscrições : www.apsa.org.pt/congresso Qualquer esclarecimento adicional contate-nos através de: congresso@apsa.org.pt

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Falta uma semana para o curso no Centro de Arte Moderna...

Margarida Vieira
trabalhando a noção de retrato
 no Centro de Arte Moderna

“Mediar públicos com necessidades educativas especiais”
Muito para além das acessibilidades físicas, o acesso aos conteúdos educativos dos Museus. Que público estranho é este, que me é tão familiar? Como tornar realidade um conceito de cidadania cultural? Como estruturar atividades? Qual o perfil ideal para o mediador de públicos com necessidades educativas especiais? Ao longo de dois dias, procuraremos responder a estas e outras perguntas, ao mesmo tempo que partilharemos a experiência de 6 anos das “Oficinas Museu Aberto” do Centro de Arte Moderna (Fundação Calouste Gulbenkian)
http://descobrir.gulbenkian.pt/index.php?article=4694&visual=2&area=3

terça-feira, 17 de abril de 2012

Primavera!

Não resisto a partilhar convosco o resultado da nossa oficina no Centro de Arte Moderna, “Fora de nós, o Mundo” com os meninos da Unidade de Multideficiência do Barreiro. Para celebrar a primavera escolhemos a obra de Beatriz Milhazes, partindo em busca das estações do ano, acabando por nos perder num belo canteiro de flores…