“Sábados Lalique”: Uma oficina para famílias
diferentes. Pois eu gostei bastante do ambiente e dos trabalhos produzidos a
partir das obras de René Lalique. Pais e filhos, irmãos, toda a gente produziu
a sua obra de arte, experimentando materiais diversos, ao longo da manhã de
sábado no Centro de Arte Moderna.
terça-feira, 20 de novembro de 2012
domingo, 18 de novembro de 2012
A minha paisagem
William Turner - "Naufrágio de um cargueiro" (col. Museu Gulbenkian)
Para além das oficinas em duas sessões que o programa
Descobrir apresenta, existe também uma visita de 60 minutos dedicada a
públicos com necessidades educativas especiais orientada pela nossa colega
Rosário Azevedo (Museu Gulbenkian): “A minha paisagem”.
Temos aproveitado a presença da exposição “As idades do Mar”
patente no edifício sede da Fundação bem como a coleção permanente do museu. As
imagens que apresentamos falam por si… A não perder! Para marcações falar com a
Margarida Vieira (CAM): 217823491
sexta-feira, 19 de outubro de 2012
Comunicar
Esta semana, no
Centro de Arte Moderna (programa Descobrir) temos trabalhado com crianças com
deficiência profunda. O Instrumentarium Baschet tem sido o veículo pedagógico
para vivenciar o som. Mas acima de tudo é de comunicação que se trata; tarefa
persistente em que todo o nosso corpo se constitui ferramenta. O mediador
promove o contacto com as esculturas sonoras ao mesmo tempo que estabelece a
comunicação com aquelas crianças aprisionadas num corpo discordante, pequenas
pessoas habitando um lugar longínquo que tentamos alcançar. Melhoramos o
ambiente da nossa sala de ensaios para este momento: reduzimos as luzes e estendemos
um tapete confortável, criamos o lugar para esta comunicação. O “Baschet” vai
soando espaçadamente, em harmonia tocado por técnicos, monitores e um menino
mais autónomo. É um combate genuíno pelo outro, frágil e distante. Tocar, fazer
com que a criança sinta a vibração na mão ou na bochecha que esconde um maxilar
que ressoa a cada variação sonora. Ir conversando reconhecendo sinais discretos
de concordância ou de agrado enquanto manuseamos o instrumento. Ir falando
sempre, olhos nos olhos, reconhecendo um piscar de olho ou um gesto ou esgar
com significado. Intenso e verdadeiro. No final retiramos os meninos das
cadeiras de rodas, deitando-os delicadamente sobre o tapete: tocamos para eles
com suavidade. Quando a música para uma menina sem aparente comunicação começa
a soltar um canto gutural, como um lamento, outros dois meninos começam a
“cantar” também com as suas vocalizações. Ficamos ali em silêncio olhando o
canto daquelas crianças. A sessão correu bem. Dentro de mim cresce uma comoção
calma que me acompanha até chegar ao ateliê.
segunda-feira, 15 de outubro de 2012
Programar para a diversidade
O Programa Descobrir esteve presente no Seminário do GAM (Grupo para a acessibilidade dos museus) numa comunicação feita por Margarida Vieira e Miguel Horta. Foi um dia proveitoso e definidor. é importante partilhar o conhecimento com os colegas de outros museus. aqui fica o texto que definiu a ordem dos trabalhos no Seixal:
"Num mundo cheio de oportunidades, mas também com muita
exclusão social, programar para TODOS e criar espaço para a interação de TODOS,
deve ser uma das grandes preocupações da programação dos museus. Neste seminário
falaremos sobre legislação e a sua importância na criação de acessibilidades e
em pontes de comunicação, que nos podem levar ao encontro de uma maior
diversidade de públicos. A forma como se pode fazer fluir a comunicação entre os
diferentes públicos, tendo como pretexto as coleções e acervos dos museus.
Criando um formato um pouco diferente dos anteriores
seminários, com a introdução de uma mesa redonda, queremos ir mais longe,
ouvindo as opiniões de todos os interessados sobre a programação que temos
disponível e aquela que gostaríamos de ter, a que nos faz falta e a que pode
preenche as nossas necessidades. Opiniões que queremos registar à guisa de
recomendações e que divulgaremos amplamente, na expetativa de que sejam um
auxiliar válido na tarefa de programar. Teremos exemplos de boas práticas em
museus em Espanha e Portugal e abriremos a porta a outras programações
artísticas, que muito enriquecem o panorama cultural e educativo do nosso
país."
segunda-feira, 8 de outubro de 2012
Ainda há
vagas para a oficina “Sábado sou som” dedicada às famílias especiais. Sábados,
20 e 27 de Outubro. A não perder esta novidade do programa DESCOBRIR.
“Oficina
onde se propõe o convívio com a expressão sonora como forma de comunicação e
afirmação da identidade. Jogos e conversas musicais, perceção do espaço e
grafismo, com
recurso ao Instrumentarium Baschet. É nossa intenção criar um espaço onde a família possa fruir
descontraidamente da oferta do serviço de música e interagir com outras
famílias com o mesmo tipo de problemática, trocando experiências e aliviando
tensões.quinta-feira, 27 de setembro de 2012
Necessidades educativas especiais: Oficinas para famílias
O programa
Descobrir apresenta este ano uma conjunto de novidades nas suas oficinas,
cruzando os diversos espaços da Fundação Calouste Gulbenkian. Oficinas
dedicadas à família alargada que se desenvolvem em duas sessões aos sábados de
manhã. Propomos que conheçam o Instrumentarium Baschet ( “Sábado sou Som”) e o
Lab Móvel (“Sábado som móvel” -recursos digitais) ateliês onde se trabalha o
espaço e a sonoridade individual.
Também uma
oficina a realizar no Museu Calouste Gulbenkian em torno da obra de René Lalique
promete entusiasmar os nossos jovens especiais (“Sábados Lalique”)“Sábados som móvel”
Oficina onde se propõe o convívio com a expressão sonora como forma de comunicação e afirmação da identidade. Jogos e conversas musicais, perceção do espaço e grafismo. Com recurso ao LabMóvel. Nestes Sábados exploraremos as potencialidades da oferta do serviço de música, pegando em peças da Orquestra Gulbenkian e outras fontes musicais e propondo a experimentação contemporânea e lúdica do som. Um espaço de fruição da criação sonora dedicado à família alargada.
"Sábado sou som”
Oficina onde se propõe o convívio com a expressão sonora como forma de comunicação e afirmação da identidade. Jogos e conversas musicais, perceção do espaço e grafismo, com recurso ao Instrumentarium Baschet. É nossa intenção criar um espaço onde a família possa fruir descontraidamente da oferta do serviço de música e interagir com outras famílias com o mesmo tipo de problemática, trocando experiências e aliviando tensões.
“Sábados Lalique”
Visita-oficina ao Museu Calouste Gulbenkian tendo como tema central a coleção René Lalique. Partiremos das peças de ourivesaria ao encontro da natureza através do desenho. Concluiremos a vivência no Museu com uma oficina de ourivesaria “faz de conta” utilizando diferentes recursos. O desenho como meio de registo do apreendido e a “ourivesaria” em papel e outros materiais como forma de desenvolvimento da motricidade fina através da expressão plástica.
Para marcar, ligar diretamente para Margarida Vieira (CAM): 217823491
domingo, 23 de setembro de 2012
Programa Descobrir (Fundação Calouste Gulbenkian) - Instrumentarium Baschet
Eu sou som é uma das oficinas que apresentamos este ano para o público com necessidades educativas especiais (programa Descobrir) utilizando dois recursos pedagógicos da Fundação Calouste Gulbenkian: O Lab Móvel e o Instrumentárium Baschet. É sobre este último que vos iremos falar um pouco através de um texto de Lídia Robertson que desde sempre tem utilizado este conjunto de esculturas sonoras.
Desde os anos 50 do século passado, Bernard et François Baschet, um
escultor e outro engenheiro, começaram a estudar as possibilidades do som.
Fruto do seu trabalho são as esculturas
sonoras, e um projecto que se
desenvolveu no último meio século atravessando as fronteiras francesas e
criando uma nova família de instrumentos, o denominado ‘cristal Baschet’ e a incorporação da música como um elemento de
integração social. As estruturas sonoras
que apresentamos agora, o Instrumentarium
pedagógico Baschet, foram inventadas em
1975 em Paris, construídos a partir de materiais menos usuais nos instrumentos
musicais comuns, como o aço, a fibra de vidro e o vidro, e no entanto inteiramente
acústicos. O Instrumentarium Baschet é um conjunto de 14 estruturas sonoras de
percussão, corda e cristal, obtido a partir da aplicação de um novo princípio acústico
descoberto pelos irmãos Bernard et François Baschet nos anos 70 do século XX. Os irmãos Baschet, escultores de sons, foram pioneiros com as suas
esculturas sonoras em dar ao público livro acesso às suas obras expostas em
museus (com a rubrica ‘É proibido não tocar’). As instituições, impressionadas
pela participação das crianças durante as suas exposições no Norte da Europa,
pediram aos irmãos Baschet para estudarem a criação de modelos para o despertar
musical.
“É a experiência que nos conduziu a esta criação,”disse Bernard Baschet,
“e particularmente o facto de termos trabalhado nos anos 70 em Nova York , num programa
‘Aprender a ler através das artes’, patrocinado pela Fundação Museu Guggenheim.
Este programa piloto foi destinado à reinserção de jovens da comunidade
afro-americana e de outras minorias. Os modelos não se fixaram a não ser depois
de quase dez anos de prática, e, para lá chegar, nós mesmos trabalhámos com
milhares de crianças de diferentes países.”
De volta a Paris, e encorajados por esta experiência, conceberam em 1975
um programa pedagógico original com um material acessível às crianças, baseado
essencialmente sobre os sons complexos, quer dizer, sem nota definida. O
Instrumentarium de 14 estruturas oferece uma paleta de sons que, sem
conhecimento prévio do solfejo, se podem conjugar, como na pintura abstracta se
compõe com as cores.

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