domingo, 2 de dezembro de 2012

MUSEU ABERTO: Mediar públicos com necessidades educativas especiais

Foto de Fernando Resendes
Curso de formação pedagógica
Desde 2006, com o programa de oficinas “Museu Aberto”, o Setor Educativo do Centro de Arte Moderna tem vindo a desenvolver um trabalho importante e continuado com populações portadoras de deficiência e/ou doença mental, numa lógica de trabalho que pretende alargar acessibilidades, promover o museu enquanto espaço inclusivo e reforçar a ideia de uma educação artística como parte integrante da formação completa de qualquer indivíduo – um princípio que se prende com o direito de cidadania.
Ao longo destes seis anos, o Setor Educativo do Centro de Arte Moderna tem assim desenvolvido trabalho com públicos muito diferenciados nas necessidades, desafios e exigências, e tem planificado e realizado um conjunto de oficinas criativas especializadas e diversificadas.
Estas oficinas, que partem da coleção e das exposições para descobertas e conquistas pessoais destes visitantes, complementando a experiência museológica com um trabalho oficinal, têm demonstrado que a capacidade questionadora da produção artística atual gera neste público respostas interiores e uma comunicação com evidentes reflexos terapêuticos e capacitadores de uma cidadania mais plena.
Este curso de cariz teórico-prático pretende apresentar, discutir e explorar algumas das estratégias e metodologias seguidas pela equipa de necessidades educativas especiais do CAM, estimulando os formandos a partilhar saberes, a adquirir ou diversificar ferramentas para uma melhor caracterização e um melhor conhecimento destes visitantes, a abordar diferentes metodologias de intervenção, a experimentar alguns exercícios de oficina, e a esboçar propostas de trabalho com estas populações.
Uma formação dirigida a professores, terapeutas, mediadores culturais e a todos os educadores que trabalhem ou pretendam vir a trabalhar com estes públicos.
Coordenação
Marta Vidal
Conceção e orientação
Margarida Vieira, Miguel Horta

O curso realiza-se nos dias 16, 23 e 24 de fevereiro de 2013. No sábado das 10h00 às 13h00 e das 14h30 às 17h30m. No domingo das 10h00 às 13h00 (com a duração total de 15h). O bilhete da primeira sessão é válido para os dois dias e meio do curso.
O curso está creditado para os docentes do Ensino Especial dos grupos de docência 910, 920 e 930 de qualquer grau de ensino - 0,6 créditos - ao abrigo do protocolo com os Centros de Formação de Escolas António Sérgio, de Lisboa e Centro-Oeste, das Caldas da Rainha. Para estes casos, o curso requer inscrição prévia para o número de telefone 217 823 476 ou para o email descobrir@gulbenkian.pt. Quem não desejar creditação pode adquirir os bilhetes nas bilheteiras da Fundação ou pelo telefone 217 823 700

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Lalique com as famílias

Sábados Lalique”: Uma oficina para famílias diferentes. Pois eu gostei bastante do ambiente e dos trabalhos produzidos a partir das obras de René Lalique. Pais e filhos, irmãos, toda a gente produziu a sua obra de arte, experimentando materiais diversos, ao longo da manhã de sábado no Centro de Arte Moderna.

domingo, 18 de novembro de 2012

A minha paisagem

 William Turner - "Naufrágio de um cargueiro" (col. Museu Gulbenkian)
Para além das oficinas em duas sessões que o programa Descobrir apresenta, existe também uma visita de 60 minutos dedicada a públicos com necessidades educativas especiais orientada pela nossa colega Rosário Azevedo (Museu Gulbenkian): “A minha paisagem”.
Temos aproveitado a presença da exposição “As idades do Mar” patente no edifício sede da Fundação bem como a coleção permanente do museu. As imagens que apresentamos falam por si… A não perder! Para marcações falar com a Margarida Vieira (CAM): 217823491

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Comunicar


Esta semana, no Centro de Arte Moderna (programa Descobrir) temos trabalhado com crianças com deficiência profunda. O Instrumentarium Baschet tem sido o veículo pedagógico para vivenciar o som. Mas acima de tudo é de comunicação que se trata; tarefa persistente em que todo o nosso corpo se constitui ferramenta. O mediador promove o contacto com as esculturas sonoras ao mesmo tempo que estabelece a comunicação com aquelas crianças aprisionadas num corpo discordante, pequenas pessoas habitando um lugar longínquo que tentamos alcançar. Melhoramos o ambiente da nossa sala de ensaios para este momento: reduzimos as luzes e estendemos um tapete confortável, criamos o lugar para esta comunicação. O “Baschet” vai soando espaçadamente, em harmonia tocado por técnicos, monitores e um menino mais autónomo. É um combate genuíno pelo outro, frágil e distante. Tocar, fazer com que a criança sinta a vibração na mão ou na bochecha que esconde um maxilar que ressoa a cada variação sonora. Ir conversando reconhecendo sinais discretos de concordância ou de agrado enquanto manuseamos o instrumento. Ir falando sempre, olhos nos olhos, reconhecendo um piscar de olho ou um gesto ou esgar com significado. Intenso e verdadeiro. No final retiramos os meninos das cadeiras de rodas, deitando-os delicadamente sobre o tapete: tocamos para eles com suavidade. Quando a música para uma menina sem aparente comunicação começa a soltar um canto gutural, como um lamento, outros dois meninos começam a “cantar” também com as suas vocalizações. Ficamos ali em silêncio olhando o canto daquelas crianças. A sessão correu bem. Dentro de mim cresce uma comoção calma que me acompanha até chegar ao ateliê.

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Programar para a diversidade

O Programa Descobrir esteve presente no Seminário do GAM (Grupo para a acessibilidade dos museus) numa comunicação feita por Margarida Vieira e Miguel Horta. Foi um dia proveitoso e definidor. é importante partilhar o conhecimento com os colegas de outros museus. aqui fica o texto que definiu a ordem dos trabalhos no Seixal:
 
"Num mundo cheio de oportunidades, mas também com muita exclusão social, programar para TODOS e criar espaço para a interação de TODOS, deve ser uma das grandes preocupações da programação dos museus. Neste seminário falaremos sobre legislação e a sua importância na criação de acessibilidades e em pontes de comunicação, que nos podem levar ao encontro de uma maior diversidade de públicos. A forma como se pode fazer fluir a comunicação entre os diferentes públicos, tendo como pretexto as coleções e acervos dos museus.
Criando um formato um pouco diferente dos anteriores seminários, com a introdução de uma mesa redonda, queremos ir mais longe, ouvindo as opiniões de todos os interessados sobre a programação que temos disponível e aquela que gostaríamos de ter, a que nos faz falta e a que pode preenche as nossas necessidades. Opiniões que queremos registar à guisa de recomendações e que divulgaremos amplamente, na expetativa de que sejam um auxiliar válido na tarefa de programar. Teremos exemplos de boas práticas em museus em Espanha e Portugal e abriremos a porta a outras programações artísticas, que muito enriquecem o panorama cultural e educativo do nosso país."

segunda-feira, 8 de outubro de 2012


Ainda há vagas para a oficina “Sábado sou som” dedicada às famílias especiais. Sábados, 20 e 27 de Outubro. A não perder esta novidade do programa DESCOBRIR.
“Oficina onde se propõe o convívio com a expressão sonora como forma de comunicação e afirmação da identidade. Jogos e conversas musicais, perceção do espaço e grafismo, com recurso ao Instrumentarium Baschet. É nossa intenção criar um espaço onde a família possa fruir descontraidamente da oferta do serviço de música e interagir com outras famílias com o mesmo tipo de problemática, trocando experiências e aliviando tensões.” Contacto: Margarida Vieira (CAM): 217823491

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Necessidades educativas especiais: Oficinas para famílias


O programa Descobrir apresenta este ano uma conjunto de novidades nas suas oficinas, cruzando os diversos espaços da Fundação Calouste Gulbenkian. Oficinas dedicadas à família alargada que se desenvolvem em duas sessões aos sábados de manhã. Propomos que conheçam o Instrumentarium Baschet ( “Sábado sou Som”) e o Lab Móvel (“Sábado som móvel” -recursos digitais) ateliês onde se trabalha o espaço e a sonoridade individual.
Também uma oficina a realizar no Museu Calouste Gulbenkian em torno da obra de René Lalique promete entusiasmar os nossos jovens especiais (“Sábados Lalique”)
“Sábados som móvel”
Oficina onde se propõe o convívio com a expressão sonora como forma de comunicação e afirmação da identidade. Jogos e conversas musicais, perceção do espaço e grafismo. Com recurso ao LabMóvel. Nestes Sábados exploraremos as potencialidades da oferta do serviço de música, pegando em peças da Orquestra Gulbenkian e outras fontes musicais e propondo a experimentação contemporânea e lúdica do som. Um espaço de fruição da criação sonora dedicado à família alargada.
"Sábado sou som”
Oficina onde se propõe o convívio com a expressão sonora como forma de comunicação e afirmação da identidade. Jogos e conversas musicais, perceção do espaço e grafismo, com recurso ao Instrumentarium Baschet. É nossa intenção criar um espaço onde a família possa fruir descontraidamente da oferta do serviço de música e interagir com outras famílias com o mesmo tipo de problemática, trocando experiências e aliviando tensões.
“Sábados Lalique”
Visita-oficina ao Museu Calouste Gulbenkian tendo como tema central a coleção René Lalique. Partiremos das peças de ourivesaria ao encontro da natureza através do desenho. Concluiremos a vivência no Museu com uma oficina de ourivesaria “faz de conta” utilizando diferentes recursos. O desenho como meio de registo do apreendido e a “ourivesaria” em papel e outros materiais como forma de desenvolvimento da motricidade fina através da expressão plástica.

Para marcar, ligar diretamente para Margarida Vieira (CAM): 217823491