quarta-feira, 11 de maio de 2022

Oficina Inclusiva: Construindo Cidades

 

No dia 21 de Maio pelas 10.30h terá lugar no Museu de Almada - Casa da Cidade a oficina Construindo cidades. Será uma oficina inclusiva dedicada às famílias com crianças pequenas (a partir dos 5 anos é o ideal) mas aberta a mais gente. Vamos partir da cidade de Almada para construir as nossas cidades com as suas casa. Será um momento de brincadeira para usar as mãos, mexendo na cola, nos cartões e outros materiais reaproveitados. Podem trazer bonequinhos pequenos (duplo ou lego) os vizinhos da cidade e carrinhos que percorrerão as vossas ruas. E podem surgir coisas bem engraçadas - ora espreitemUma oficina aberta à diversidade funcional. Vamos trabalhar com as madeirinhas que o meu vizinho carpinteiro, o José Correia, junta pacientemente para estas ocasiões criativas. Lá vos espero - "Traz outro amigo, também"

Uma oficina da Laredo Associação Cultural - Almada

https://miguel-horta.blogspot.com/2022/05/construindo-cidades.html#more

quarta-feira, 4 de maio de 2022

Desabafo

 Texto retirado de LAREDO - Aqui


O discurso não está bem organizado...
Um episódio com uma criança está na origem
destas palavras que acabo de escrever.
De qualquer forma, servem para refletir 
e repor o debate sobre o autismo
e a inclusão real que nos vem faltando.

As pessoas não sabem o que é a PEA (aqui um dos possíveis pontos de vista). Falam disso cheias de boas intenções mas com um discurso paternalista, típico de quem desconhece a realidade do convívio. Chegam a achar que o autismo está na moda e acham graça às narrativas extraordinárias dos estranhos acontecimentos que os autistas protagonizam. Entender o ponto de vista das famílias com crianças com perfil autista é meio caminho andado para a inclusão. Só o convívio efetivo traz a inclusão natural. A educação para a inclusão deve acontecer desde a mais tenra idade e numa atitude informada, justa e adequada à pessoa diferente que se tem na frente. A escola pública tem dado passos importantes neste sentido, as equipas crescem em qualidade (mas não em meios) e vão surgindo "projetos que nos animam" (como diz a minha amiga Maria José Vitorino). Mas é evidente a falta de capacitação específica dos profissionais da escola (incluo os auxiliares de educação entre outros) neste campo educativo, tão pouco existem momentos de reflexão serenos que permitam, às equipas da escola, conferir o rumo educativo. "Os autistas não são especiais" (citando Alexandra Lobato), não têm necessidades educativas especiais, têm necessidades educativas específicas que todos deveremos conhecer para que a inclusão seja efetiva. Os autistas não vêm acompanhados de brinde, nem são de ouro, por isso não são especiais; não vêm de outro planeta, são mesmo deste, nossos vizinhos reais. Tão pouco vêm acompanhados de bula nem necessitam que os coloquem em gavetas taxonómicas para descanso da nossa ignorância coletiva. Ah, já agora, a sua cor favorita não é sempre o azul!

(...)

Miguel Horta


Mais aqui: https://miguel-horta.blogspot.com/2022/05/autismo-desculpem-la-o-desabafo.html#more


quinta-feira, 24 de março de 2022

Formação: Mediação leitora e a biblioteca como ferramenta de inclusão


Abertas as inscrições para o curso que vamos dar (Miguel Horta + Maria José Vitorino - Laredo Associação Cultural) No Centro Formação António Sérgio
INCLUSÃO, DIVERSIDADE, ESCOLA, BIBLIOTECA: MEDIAÇÃO LEITORA E A BIBLIOTECA COMO FERRAMENTA DE INCLUSÃO - 19-05-2022 a 20-06-2022 - Modalidade E-learning (online)
Capacitar para os princípios e as práticas previstas no Decreto-lei 54/2018
Apropriar ferramentas pedagógicas diversificadas para conhecimento mais atualizado e melhor intervenção junto dos alunos, em particular dos que necessitam de apoios educativos e sociais especializados;
Abordar diferentes metodologias de intervenção, refletindo sobre os vários caminhos que se apresentam ao professor perante a diversidade dos alunos;
Partilhar saberes que se vão adquirindo pelas práticas e pelo trabalho com estes alunos;
Elaborar propostas de trabalho a desenvolver em contextos educativos formais que favoreçam a inclusão;
Contribuir para a afirmação de uma Escola mais inclusiva.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2022

Um naufrágio no Museu

 

"Naufrágio de um cargueiro" - William Turner. Pintura . 1810
Museu Gulbenkian Nº Inventário 260

A 13 de Dezembro do ano passado fiz a minha primeira visita desenhada (depois de uma prolongada ausência) à obra de Turner, que batizei de “A Tempestade”. O grupo visitante chegou-nos do GAC, participantes habituais das propostas do setor de Necessidades Educativas Específicas dos museus da Fundação Calouste Gulbenkian. Na visita desenhada, para além de conhecermos melhor a obra do autor e a sua história contada através de episódios e curiosidades, a contextualização pela época e correntes estéticas, proponho que os participantes se sentem na frente da obra e desenhem a preto e branco com a velocidade dos ventos, riscar com água ondas e acender uma luz de calmaria no meio da escuridão. Um momento descontraído, pensado para experimentar diferentes materiais de desenho e mergulhar no oceano. Algumas perguntas lançadas em frente à obra promovem o foco e estimulam a opinião dos participantes: Conseguem ver dois soldados, de casacas vermelhas, que tentam salvar um companheiro? Onde andará a arca do tesouro? O que estará lá dentro? Quantos mastros tinha o navio? (mostro uma fotografia de uma embarcação praticamente igual à retratada, mas em bom estado). E quantas barcas mais pequenas estão retratadas? Conseguem ver o rochedo? E a única ave que voa na pintura? Quem já assistiu a um temporal destes? E soltam-se as opiniões... Depois é desenhar, conversar; até nos esquecemos dos outros visitantes que curiosos observam o nosso trabalho. E assim foi mais uma vista no Museu. Mais AQUI



quarta-feira, 5 de janeiro de 2022

Pop it : Porque não?

 


Os objetos tornam-se fantásticos,
não se fecham sobre a sua utilidade ou função,
permitem a maleabilidade e a reutilização criativa;
nas mãos de uma criança compõem-se
e recompõem-se num pleno jogo simbólico

Temos a tendência para considerar o Pop it como um brinquedo desinteressante, apenas mais uma moda fugaz abraçada pelas nossas crianças. Dizem que serve para “descontrair”, (sabe-se lá o que isto quer dizer) e encontram-se facilmente em qualquer loja Made in China; o que é certo é que o poderemos colocar no grupo de brinquedos sensoriais que podem ser úteis em diversas terapias. Mas um olhar atento pode revelar potencialidades escondidas, demonstradas pelas próprias crianças na apropriação livre dos objetos lúdicos. A partir deste ponto, também nós pais e educadores poderemos pensar outras possibilidades de brincadeira com o objeto e entender os fenómenos de desenvolvimento cognitivo que estão associados. Quando uma criança decide inventar um jogo a partir de um objeto ou criar regras novas para um jogo existente, está a desenvolver um pensamento construtivo, motor para novos raciocínios, descobertas, e autonomia intelectual. Também a defesa, a discussão e partilha de novas regras e novos jogos com os amigos, envolvem competências sociais geradas pelo processo de argumentação e negociação; depois, a experimentação da novidade, se for boa, ou seja, divertida, é adotada por todos/as com grande prazer e alegria.

Tenho dois unicórnios, um colorido e o outro branco, que servem para a minhas observações e experiências. Logo quando os mostrei a um pequeno jogador, mostrou-me uma brincadeira, usando o reverso do jogo, a que chamou de “magia”, passando os dedos com destreza sobre a superfície ondulada do brinquedo fez surgir os alvéolos (concavidades) automaticamente1. Depois virou o brinquedo ao contrário e começou a caminhar com os dedos sobre todas as bolhas disponíveis. Fica claro que este objeto conversa muito com as mãos, ajudando no desenvolvimento da motricidade.

Ler Mais: https://miguel-horta.blogspot.com/2021/12/pop-it-um-brinquedo-sensorial.html

sábado, 9 de janeiro de 2021

Curso Inclusão, Diversidade, Escola, Biblioteca

 


Inclusão, Diversidade, Escola, Biblioteca : Mediação Leitora e a Biblioteca como Ferramenta de Inclusão

Maria José Vitorino, Laredo Associação Cultural Área de Formação C – Formação Educacional Geral e das Organizações Educativas Curso de Formação. E-learning. 25 h. teórico-práticas Registo de acreditação CCPFC/ACC-103700/19 Validade 06-05-2022 Formadores : Maria José Vitorino com Miguel Horta

Objetivos • Refletir sobre a importância da Biblioteca e da mediação leitora como ferramentas de inclusão • Adquirir ferramentas diversificadas para atualização de conhecimentos e competências das equipas multidisciplinares • Abordar diferentes metodologias de intervenção, refletindo sobre opções estratégicas viáveis para o professor/mediador • Partilhar saberes desenvolvidos pelas práticas e pelo trabalho continuado com a diversidade, capacitando para o Decreto-Lei 54/2018 • Elaborar propostas de trabalho a desenvolver em contextos educativos formais e/ou outros • Contribuir para a afirmação de uma Escola e sociedade mais inclusivas.

Informações e inscrições AQUI


domingo, 19 de abril de 2020

Curso Mediação Leitora e bibliotecas - um caminho para a inclusão



O nosso curso
adaptou-se aos tempos de pandemia
tornando-se, por agora
totalmente on-line.

INCLUSÃO, DIVERSIDADE, ESCOLA, BIBLIOTECA: MEDIAÇÃO LEITORA E A BIBLIOTECA COMO FERRAMENTA DE INCLUSÃO (20/04/2020 a 13/05/2020)
Totalmente on-line!
Ação de formação do Centro de formação António Sérgio, desenvolvida em parceria com a LAREDO ASSOCIAÇÃO CULTURAL e acreditada pelo CCPFC para efeitos de Progressão da Carreira Docente, destinado a Educadores de Infância, Professores dos Ensinos Básico e Secundário e Professores do Ensino Especial, incluindo professores bibliotecários e ao público em geral interessado nestas temáticas.
Formadores: Maria José Vitorino - Miguel Horta
1 Crédito - 25 horas - para efeitos de Progressão da Carreira Docente, para Educadores de Infância, Professores dos Ensinos Básico e Secundário e Professores do Ensino Especial, incluindo professores bibliotecários
Mais: http://cfeantoniosergio.ccems.pt/


domingo, 5 de abril de 2020

Notas sobre recensão inclusiva de livros para a infância e juventude



Antes de começar a falar de livros deveremos colocar uma espécie de “óculos” para podermos ler os leitores, com acuidade. Esses “óculos inclusivos” vão dar-nos um ponto de vista justo e equilibrado sobre os processos de mediação e escolha de livros para diferentes grupos de pessoas. Rapidamente nos apercebemos que, no horizonte das literacias, nos deveremos colocar num ponto de vista claro, para poder identificar, com objectividade, fenómenos e situações de Exclusão que vão condicionar o acesso à produção cultural. Esse olhar apurado vai permitir entender que para diferentes leitores existem diferentes respostas. Identificar as diferentes exclusões vai ajudar a conhecer a nossa biblioteca através desse ponto de vista. As exclusões podem ser de natureza distinta: cultural, linguística, religiosa, económica, geográfica, por doença, por deficiência física, por diversidade funcional de diversas origens; sabendo nós que as exclusões tendem a agrupar-se num mesmo indivíduo. Estes “óculos” reveladores, assim que poisados nos livros, conseguem identificar, também, as apetências intrínsecas da nossa biblioteca. Assim, este ou aquele livro, jogo, documento audiovisual, ou outra peça da coleção, ajusta-se à Promoção da Inclusão, ou é potencialmente Inclusivo, ou, ainda, claramente Acessível a este ou àquele grupo de leitores.Importa, porém, fugir da solução tentadora, e quase taxonómica, de organizar os livros de acordo com a deficiência ou característica de exclusão dos nossos leitores especiais. Através da nossa óptica, um olhar humano confirma que, a montante no leitor, existe uma personalidade, gostos e interesses específicos que potenciam escolhas e, sobretudo, um nível etário, um nível de leitura, e, ainda, uma relação com a língua da obra, que permitem estabelecer naturalmente o momento ideal para as descobertas leitoras – e só depois de ponderados estas dimensões se contempla o factor de diversidade funcional. Assim, a selecção dos livros surgirá sempre do entendimento desta diversidade humana, com base na experiência real da mediação leitora e na consciência bibliotecária, consequência de um olhar apurado através de lentes inclusivas.

Miguel Horta, 2019

Ver artigo completo AQUI

segunda-feira, 7 de outubro de 2019


FOLIO EDUCA - Exposição: “Dilfícil” Leitura – histórias de caminhos largos a passar pelo FOLIO Educa.
Por aqui se explicam caminhos de leituras inclusivas que começaram com a vontade expressa pela Biblioteca Municipal de Torres Vedras, convertida num conjunto de oficinas improváveis. Pararam em Óbidos para refletir num projeto/laboratório batizado de Dilfícil Leitura, no FOLIO EDUCA de 2017, o que gerou crescimento reticular: do Centro Escolar da Ventosa, à EB 23 de Sarrazola (Sintra), passando pela proposta Alto Minho a Ler, saltando fronteiras com a Rede de Bibliotecas Escolares da Galiza.
Inaugura no dia 13 de outubro, incluída no Folio/Educa (FOLIO – Festival Internacional de Literatura de Óbidos) a exposição Dilfícil”Leitura – histórias de caminhos largos a passar pelo FOLIO Educa. Terá lugar às 17.30h, na Biblioteca Municipal de Óbidos
https://miguel-horta.blogspot.com/2019/10/historias-de-caminhos-largos-passar.html#more

quarta-feira, 12 de junho de 2019

Inclusão, Diversidade, Escola, Biblioteca: Mediação Leitora e a Biblioteca como Ferramenta de Inclusão

No primeiro dia do curso, 
um momento prático no pátio grande da Secundária António Damásio.
Experimentando um brinquedo voador (por indução) 
que utilizo nas dinâmicas de corpo e movimento, 
muito útil para trabalhar o foco com meninos e meninas especiais. 

Está a decorrer o curso Inclusão, Diversidade, Escola, Biblioteca: Mediação Leitora e a Biblioteca como Ferramenta de Inclusão, Formação acreditada pelo CCPFC para efeitos de Progressão da Carreira Docente, para Educadores de Infância, Professores dos Ensinos Básico e Secundário e Professores do Ensino Especial, incluindo professores bibliotecários. Aberta a outros profissionais (terapeutas, mediadores culturais, técnicos de serviço educativo …) 25h - 21h presenciais (Lisboa), 4h online.
Objectivos:
Reflectir sobre a importância da Biblioteca e da mediação leitora como ferramentas de inclusão
Adquirir ferramentas diversificadas para actualização de conhecimentos e competências das equipas multidisciplinares
Abordar diferentes metodologias de intervenção, reflectindo sobre opções estratégicas viáveis para o professor/mediador
Partilhar saberes desenvolvidos pelas práticas e pelo trabalho continuado com a diversidade, capacitando para o DL 54/2018
Elaborar propostas de trabalho a desenvolver em contextos educativos formais e/ou outros
Como esgotou a primeira turma, abrimos uma segunda. Em breve divulgaremos o calendário.
Para mais informação contactar Centro de Formação António Sérgio. 
Telefone: 21 831 0197
Outras ferramentas e metodologias em miguelhorta.pt

terça-feira, 29 de janeiro de 2019

Açores Formação. Museus e Bibliotecas: Públicos com Necessidades Educativas Especias



Depois do impacto do primeiro curso “Museus e Públicos com Necessidades Educativas Especiais” promovido pela direção Regional de Cultura dos Açores, surge agora a II edição, dando resposta à lista de espera que entretanto se formou. Esta edição, que decorrerá de 11 a 13 de fevereiro no Teatro Micaelense
em Ponta Delgada, foi adaptada, nos seus conteúdos, face ao crescente interesse dos profissionais das Bibliotecas, contemplando, na mesma, a realidade dos Museus regionais.Curso teórico/prático que pretende dar uma visão atualizada do trabalho que vem sendo desenvolvido na criação de acessibilidades e promoção da inclusão em estruturas culturais do nosso país, com especial incidência na acessibilidade aos conteúdos e aos desafios reais da inclusão. Ao longo de três dias partilhei algumas ferramentas e metodologias que costumo aplicar na minha prática de mediação. Esta formação dará muita atenção à construção de respostas locais, aproveitando a circunstância do Curso para debates inter pares. À hora em que escrevo esta nota, o curso estava quase preenchido. Para inscrição contactar a direção Regional de Cultura, até ao dia 1 de fevereiro.
Miguel Horta

quinta-feira, 21 de junho de 2018

Inclusão, Escola, Biblioteca: Mediação Leitora, Educação artística e Necessidades Educativas Especiais


Está a decorrer mais uma edição do curso “Inclusão, Escola, Biblioteca: Mediação Leitora, Educação artística e Necessidades Educativas Especiais” promovido pelo Centro de Formação de Escolas António Sérgio, sendo eu e a Maria José Vitorino os formadores de serviço, com um convidado especial: Simão Costa. Ao longo deste curso, pretendemos que os docentes adquiram ferramentas diversificadas e conhecimento mais atualizado que permitam uma melhor intervenção junto dos públicos especiais. Abordaremos diferentes metodologias de intervenção, refletindo sobre os vários caminhos que se apresentam ao professor/mediador. Esta formação será um espaço de partilha dos saberes que se vão adquirindo pelas práticas e pelo trabalho com estas populações específicas. Dado o interesse que esta formação tem suscitado, estamos a ponderar a hipótese de fazer uma segunda edição, em breve.
Centro de Formação de Escolas António Sérgio: http://cfeantoniosergio.ccems.pt/

domingo, 10 de junho de 2018

Trabalhando no interior de uma igreja dessacralizada 
Museu Carlos Machado - Ponta Delgada

Decorreu de 28 a 30 de abril, no Museu Carlos Machado em Ponta Delgada o curso “Museus e públicos com necessidades educativas especiais”. Uma formação aberta, também, a técnicos de Bibliotecas. Curso teórico/prático que pretendeu dar uma visão atualizada do trabalho que vem sendo feito de criação de acessibilidades e promoção da inclusão em estruturas culturais do nosso país, com especial incidência na acessibilidade aos conteúdos e aos desafios reais da inclusão. Ao longo de três dias partilhei algumas ferramentas e metodologias que costumo aplicar na minha prática. Como a maior preocupação é pensar e construir respostas locais, tive de me adaptar à distinta realidade Açoriana, com diferenças de escala significativas entre ilhas e polivalência de funções -Um desafio. Foi bom trabalhar com um grupo exigente e heterogenio – através dele fiquei a conhecer melhor a realidade da Região Autónoma e as características das diferentes coleções e vocação dos espaços culturais. Apesar do ritmo acelerado, consegui conviver com esta mão cheia de gente singular e empenhada. Acabámos por criar um espaço na Internet, restrito ao universo dos participantes deste curso e extensível à turma que se formará em setembro, para partilha de conteúdos. No mês de setembro, teremos a segunda turma desta formação, respondendo à extensa lista de espera que se formou. Uma palavra de apreço pelo profissionalismo e hospitalidade da Secretaria Regional da Educação e Cultura, na pessoa da Dr.ª Rosa Lima que acompanhou todo este processo. 

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Curso Laredo: Inclusão, Escola, Biblioteca: Mediação Leitora, Educação Artística e Necessidades Educativas Especiais

Utilizando um sistema de comunicação de luzes coloridas

Depois do Curso “mediação leitora em bibliotecas e doença mental” (2016 – Instituto Nacional para a Reabilitação) e da primeira edição de “Inclusão, Escola, Bibliotecas: Mediação Leitora, Educação Artística e Necessidades Educativas Especiais” (2016 – Centro de Formação António Sérgio) chega agora o 2º curso que terá lugar em Lisboa na Escola Secundária António Damásio que decorrerá a 5/11, 12/11 (online), 19/11, 26/11 (online) e 17/12. Registo de acreditação: CCPFC/ACC-85617/16. Formadores: Miguel Horta, Maria José Vitorino e Simão Costa. Esta ação tem como objetivo a apropriar ferramentas pedagógicas diversificadas para conhecimento mais atualizado e melhor intervenção junto dos alunos, em particular dos que necessitam de apoios educativos e sociais especializados, vulgo com NEE. Abordar diferentes metodologias de intervenção, refletindo sobre os vários caminhos que se apresentam ao professor, educador, técnico ou mediador cultural. Partilhar saberes que se vão adquirindo pelas práticas e pelo trabalho com estes alunos. Elaborar propostas de trabalho a desenvolver em contextos educativos formais. Contribuir para a afirmação de uma Escola mais inclusiva. Um curso com forte componente prática. http://www.cfantoniosergio.edu.pt/.Cfantoniosergio@esddinis.pt . 218310197

http://miguel-horta.blogspot.pt/2016/09/curso-laredo-inclusao-escola-biblioteca.html

sábado, 11 de junho de 2016

Trabalhando em frente ao espelho com meninos especiais....


Em frente ao espelho, registando o corpo numa película transparente mas não incoloolor
O facto do acetato ser colorido faz com que o material seja percepcionado pela criança
 retirando qualquer receio sobre aquela matéria que lhe cobre o corpo
 - afinal consegue ver através dela, tendo controlo sobre a situação. 
Quase a terminar o nosso ciclo de oficinas (deste ano lectivo) do Centro de Arte Moderna (FCG/Descobrir) dedicadas ás necessidades educativas especiais, tempo ainda, para vos falar da última oficina “Espelho meu” orientada por mim, pela Margarida Vieira e Margarida Rodrigues. Como o nome indica, trabalhámos o reconhecimento corporal, propondo atividades que contribuem para essa consciencialização do corpo, através da dança, psicomotricidade e registo gráfico em frente ao espelho. Os nossos pontos de partida na coleção do CAM foram “Espelho C” de Waltercio Caldas (uma escultura de tubulação em aço mas sem espelhos) e “sem título” de José Pedro Croft (uma escultura, estrutura, com espelhos). Sabemos que é exigente esta escolha pois obriga os visitantes a um profundo mergulho nas suas perceções seguido de uma explicação oral do apreendido (como é sabido, eu afirmo sempre que não entendo nada de arte contemporânea e preciso muito da opinião dos participantes...). No plano do autismo não é de se esperar grande comunicação face às peças apresentadas (de vez em quando temos grandes surpresas… nunca se desvalorize o que estas pequenas pessoas apreendem do desafio que lhes é lançado...), mas as esculturas expostas servem de mote para o trabalho corporal desenvolvido em ateliê. Ficam de tal forma envolvidas nas estratégias lúdicas que propomos que chegam a "aguentar" mais de uma hora em atividade oficinal. Aqui vos deixo algumas imagens com um agradecimento especial à Professora Alexandra Gonçalves que nos tem ensinado a trabalhar com meninos e meninas do espectro autista.
Fonte: http://miguel-horta.blogspot.pt/2016/06/o-corpo-refletido.html

sábado, 23 de janeiro de 2016

Torres Vedras: "Um Sentir Especial"


Terá lugar na Biblioteca Municipal de Torres Vedras no próximo dia 30 de janeiro, pelas 15.30h, mais uma sessão das “Conversas improváveis & criativas” (Programa “Um sentir especial") que juntará famílias especiais num momento de convívio com contos, poemas e livros. A sessão será conduzida por Miguel Horta (mediador cultural) A entrada é livre, mediante inscrição. A não perder! Mais informação aqui.

Espelho meu...


Só agora em 2016 regressei às oficinas do programa descobrir/CAM dedicadas aos públicos com necessidades educativas especiais. A oficina espelho meu está muito bonita, propondo um percurso coerente entre a exposição e o trabalho de ateliê, essencialmente focado no corpo. As esculturas escolhidas, uma de Waltercio Caldas e outra de José Pedro Croft, conduzem-nos a um confronto invisível com o corpo e ao entendimento do espaço desenhado pelas formas instaladas. De uma forma lúdica e interativa, os participantes questionam-se, movem-se e respondem aos estímulos propostos pelos artistas, abrindo a porta para a sequência seguinte de trabalho em torno do corpo que se desenvolve no espaço oficinal. Assim, são surpreendidos com uma espécie de instalação de planos, formas e luz que servem de base a movimentos (interligando o corpo com o dispositivo) e à dança em frente ao espelho, onde para além da proposta coreográfica simples (promovendo a atenção e a resposta motora) é dado um ênfase especial à lateralidade proposta pelas imagens invertidas no espelho. Margarida Vieira/Miguel Horta/Margarida Rodrigues. Reservar

terça-feira, 19 de maio de 2015

Uma vespa é um tigre voador

in Laredo
Trabalho de expressão corporal e desenho no Centro de Arte Moderna em torno da obra de Jorge Castanho. Trabalhar o esquema corporal em relação com as obras de arte expostas. (ver link em cima)